À Sombra de um Delírio Verde

[Mídia Livre]

À Sombra de um Delírio Verde from Mídia Livre on Vimeo.

Na região Sul do Mato Grosso do Sul, fronteira com Paraguai, o povo indígena com a maior população no Brasil trava, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território.
Expulsos pelo contínuo processo de colonização, mais de 40 mil Guarani Kaiowá vivem hoje em menos de 1% de seu território original. Sobre suas terras encontram-se milhares de hectares de cana-de-açúcar plantados por multinacionais que, juntamente com governantes, apresentam o etanol para o mundo como o combustível “limpo” e ecologicamente correto.
Sem terra e sem floresta, os Guarani Kaiowá convivem há anos com uma epidemia de desnutrição que atinge suas crianças. Sem alternativas de subsistência, adultos e adolescentes são explorados nos canaviais em exaustivas jornadas de trabalho. Na linha de produção do combustível limpo são constantes as autuações feitas pelo Ministério Público do Trabalho que encontram nas usinas trabalho infantil e trabalho escravo.
Em meio ao delírio da febre do ouro verde (como é chamada a cana-de-açúcar), as lideranças indígenas que enfrentam o poder que se impõe muitas vezes encontram como destino a morte encomendada por fazendeiros.

À Sombra de um Delírio Verde

Tempo: 29 min
Países: Argentina, Bélgica e Brasil
Narração: Fabiana Cozza
Direção: An Baccaert, Cristiano Navarro, Nicola Mu
thedarksideofgreen-themovie.com

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Uma resposta para “À Sombra de um Delírio Verde

  1. O documentário deixa claro o que levou o petismo e o lulismo ao poder: a eliminação total de qualquer “foco” de originalidade resistente ao capitalismo, algo que só poderia ser executado por alguém bastante popular que atraísse e – consequentemente – manipulasse as necessidades do povo, tarefa exemplarmente desempenhada pelo lulismo e seu aparato institucional (o PT), que sorrateiramente desviaram a atenção do povo do valor que possui a natureza, pois esta tem naquele seu legítimo representante por ambos se confundirem, fundindo-se em apenas um só elemento. Não foi à toa que Lula foi chamado de “o cara” por Obama e recebe constantemente títulos de doutor honoris causa do velho mundo; nomenclaturas que reconhecem o excelente serviço do “operário padrão”. O Brasil está sendo disputado pela Europa e EUA, como a derradeira fronteira para a sobrevivência do capitalismo, e o lulismo faz as honras da dominação. É por isso que não há oposição a ele. Rio Xingu, Rio São Francisco, os Guarani Kaiowá e tantas outras situações, vistas isoladamente, não mensuram a gravidade do que ocorre com os verdadeiros brasileiros, mas observados em seu conjunto demonstram o crime de lesa-humanidade perpetrado pelos coloniais governantes. E ainda somos obrigados a votar.

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