2 anos – Ato de protesto contra a licença prévia para Belo Monte

Ato do Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre, realizado no dia 01 de fevereiro de 2012, na superintendência do IBAMA, na capital paraense. Em protesto à emissão da licença prévia para a construção da UHE de Belo Monte, em Altamira.

Em 01/02/2010 o IBAMA emitiu a licença prévia da UHE Belo Monte, contrariando um parecer técnico assinado em dezembro/2009 por seus próprios servidores (sete analistas ambientais).

A licença prévia listou 40 condicionantes, que deveriam ser cumpridas para que a obra iniciasse. Mas, nesses dois anos, o que se viu foi uma escandalosa armação, com a cumplicidade dos magistrados do TRF-1, para beneficiar aqueles que mais lucros terão com a construção da usina: os empreiteiros e políticos ligados ao governo federal.

Protesto em frente ao Ibama

“Xingu vivo para sempre” chamou a atenção para os impactos ambientais da construção da usina de Belo Monte

[ORM]

Um grupo de membros do Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre realizou um protesto em frente à sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na avenida Conselheiro Furtado, durante a manhã de ontem. A manifestação foi pacífica, e marcou o aniversário de dois anos da emissão da licença prévia para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Os manifestantes chegaram a entrar na sede do órgão e pediram uma audiência com o superintendente em exercício, mas, segundo eles, a assessoria de comunicação do Ibama pediu que a reunião não fosse registrada em vídeo ou fotos. “Pra nós, não serviria de nada uma reunião de onde não teríamos registrado nada do que fosse discutido. Preferimos não aceitar”, explicou um dos membros do movimento, Maurício Matos, 44 anos.

Cerca de 40 pessoas permaneceram, então, na porta do órgão, onde pregaram faixas e cartazes. Manifestantes distribuíram um folheto que explicava os motivos do protesto no cruzamento da avenida Conselheiro Furtado com a travessa Benjamin Constant. Um bolo de papelão foi colocado no chão e membros do movimento usavam mascaras que representavam o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e outras autoridades envolvidas no processo da obra de Belo Monte.

Os integrantes do comitê afirmaram que existem outras alternativas viáveis à construção da usina de Belo Monte. “Precisamos produzir energia sem causar devastação. Se ao invés de construir uma usina cara e prejudicial o Governo renovasse os parques tecnológicos das usinas já existentes, a produção de energia final seria ainda maior”, explicou o universitário Anderson Castro, 30 anos.

As manifestações do comitê Xingu Vivo Para Sempre em Belém deverão seguir sempre a linha pacífica. “Queremos chamar a atenção da opinião pública para esta questão e, com isso, acumular forças para pressionar o Governo Federal a parar a obra até que as comunidades sejam realmente consultadas e todos os estudos devidos sejam feitos. Se isso acontecer, todos verão que a obra não é necessária”, afirmou Anderson.

Outros protestos devem acontecer nas próximas datas significativas para o movimento. No próximo dia 14 de março, o grupo deve se reunir para marcar o Dia Contra a Construção de Barragens, organizado pelo movimento original, de Altamira, sudoeste do Estado.

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