Sobre a crueldade contra os animais

Ghyslaine Cunha [Hiroshi Bogea]

A crueldade para com os animais sustenta, de tal maneira, o modo de produção, os costumes e as tradições em que estamos inseridos, que seria preciso uma verdadeira revolução do amor, para que percebêssemos a imensa violência cometida contra esses seres que convivem conosco na face da terra, não para nosso uso e abuso, não como nossa propriedade, mas por uma lógica para nós ainda desconhecida, em seu próprio processo evolutivo.

À humanidade, caberia irradiar ao planeta, e a tudo o que nele vive, o amor. Infelizmente, não é, ainda, o amor a energia que reina sobre a terra, apesar de, há mais de dois mil anos, um ser de alta Luz ter vindo aqui para nos ensinar a amar. Porém, se ainda não conhecemos esse amor maior, ao menos o respeito é nosso dever ético, enquanto seres humanos.

Inicio este texto pedindo que façamos um pequeno exercício: pensemos nos limites de nossa cidade e, dentro desse limite, pensemos em todos os restaurantes e lanchonetes, desde os fast foods aos lanches de esquina, e nos cardápios oferecidos nesses locais. Raramente encontraremos um prato livre de carne, leite, manteiga ou queijo de origem animal e quando falo em carne animal, não estou me referindo apenas à carne bovina, mas a toda carne de origem animal: peixes, galinhas, patos, coelhos, camarões, e todos os outros.

Visualizemos, agora, aqueles setores de venda de carnes dos supermercados, ou os açougues… Agora pensemos nos remédios disponibilizados nas farmácias alopáticas, pensemos nos produtos de limpeza e nas maquiagens. A grande maioria das empresas fabricantes realiza testes em animais. Pensemos, ainda, nos rodeios, touradas, circos que utilizam animais, rinhas de galo, e outras formas disso que chamam ‘diversão’ para alguns seres humanos. Pensemos, também, nas roupas de couro, peles e penas de animais que sustentam grande parte da indústria da moda, e pensemos, só mais um pouquinho, nas tradições religiosas que sacrificam animais, e nas universidades que, em nome da ciência, usam métodos grotescos de vivissecção. Não são apenas alguns casos isolados. São todos os restaurantes e lanchonetes, à exceção dos veganos, todos os supermercados, todas as farmácias de remédios alopáticos, a ampla maioria dos laboratórios, e muitas grifes, e por ai vai! Trata-se de todo um sistema estruturado a partir do sofrimento animal. Se observarmos o que citei acima e multiplicarmos isso por todas as cidades do Brasil, da América Latina, ou se visualizarmos isso no âmbito do globo terrestre, podemos ter uma pálida idéia de quanta crueldade a humanidade vem produzindo sobre a face da terra contra os animais.

Para tudo isso, há assassinato em série e tortura em verdadeiros campos de concentração onde a espécie animal é miseravelmente escravizada e aviltada em todos os seus direitos básicos, pela espécie humana. Sim nós somos os produtores e consumidores de um dos piores tipos de sujeição e crueldade sobre a terra: o especismo, a escravização de uma espécie sobre a outra. E, sim, os animais são sujeitos de direitos, possuem senciência: a presença de estados mentais que acompanham sensações físicas. Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira “A senciência é um conceito que combina os termos sensibilidade e consciência” em um grau que permite aos animais, porque possuem órgãos sensoriais, sistema nervoso, um conjunto orgânico complexo que permite experimentar sensações e sentimentos, estabelecer relações de afeto, instinto de maternidade, sentir dor, medo, perceber ameaças, acionar instintos de sobrevivência e autodefesa, dentre outros.

Se uma cadela e uma gata são capazes de expressar sentimentos por seus filhos, também uma vaca, como qualquer mãe humana, ama seu filho e chora, e grita desesperada quando ele, violentamente, é retirado de junto dela, para que seu leite seja destinado à indústria e ao consumo humano, enquanto seu filho se torna carne retalhada nos açougues. Da mesma forma a galinha, quando põe seus ovos, espera que nasçam seus filhos. Ela também é tão mãe quanto qualquer mãe humana. No entanto, a indústria, ou vende os ovos antes do choco, ou deixa nascer os pintinhos para queimá-los e torrá-los, e serem vendidos em forma de tempero em pó, isso, quando não crescem e se tornam, também, parte desse brutal e doentio mercado de cadáveres animais.

Outro dia um amigo me perguntava como se deu minha opção pelo vegetarianismo. Respondi que por volta de 1985 minha mãe estava desenganada, com uma grave doença, e um terapeuta, amigo da família, sendo vegetariano, nos indicou, em meio a um tratamento terapêutico, esse tipo de alimentação. Hoje ela está muito bem, obrigada. Porém, esqueci de contar ao meu amigo que senti uma alegria e um alívio profundos quando fiquei diante dessa possibilidade, porque no meu subconsciente uma semente plantada, quando criança, dava sinais de vida. Quando tinha apenas oito anos viajei com a família, em férias, ao Marajó. Fomos conhecer uma fazenda de gado e búfalo. Era um passeio e os donos da fazenda nos receberam com uma churrascada. Após comermos o churrasco de gado e provarmos o queijo de búfalo, fomos levados a passear pela fazenda e quando passávamos perto do abatedouro, um de meus tios fez referência ao local. O dono da fazenda, que nos acompanhava, iniciou uma explicação sobre os métodos de abate, quando um boi começou a seguir pelo estreito caminho que dava no fim de sua vida. Em determinado momento o boi parou e foi empurrado pelo empregado da fazenda. O boi resistiu várias vezes e foi esmurrado. Aquilo começou a me desesperar. Eu lembro que subi na cerca feita de toras de madeira do abatedouro e comecei a pedir à minha mãe para que salvasse o boi. Implorava a meu pai, já chorando, que não deixasse bater no boi, que não deixasse matar o boi. O boi começou a chorar. Comecei a gritar enquanto minha mãe e meu pai tentavam me arrancar da cerca, mas minha força era tanta que foram necessários mais dois homens para me tirar dali. Assim que me soltaram no chão, desmaiei.

Quando acordei, em um posto de saúde de Salvaterra, a crise de vômito e o mal estar eram sinais do abalo emocional que me dominara por completo. A mesma dor, em mim, voltou a se repetir outras vezes, já na feira do meu bairro, diante do abate de galinhas. A partir daí meu pai passou a evitar minha presença nas pescarias com os amigos, porque minha tarefa principal era devolver todos os peixes aos rios, assim que eram colocados nos baldes. Era uma criança e queria proteger os animais, como toda criança quer, antes de ser embrutecida. Depois disso, voltei a comer carne animal, porque, aos poucos, a família, a escola, os aniversários dos colegas, os lanches com os amigos, a universidade, tudo negava aquela dor um dia sentida. Até que a doença de minha mãe nos despertou. Tornei-me vegetariana, mas ainda consumia leite e seus derivados de origem animal, até que conheci a Unibiótica e, depois, Figueira, um centro de cura espiritual e consciência profunda no interior de MG que irradia amor, paz e luz. Em Figueira o veganismo é natural e até os animais são vegetarianos.

Mesmo assim, ainda demorei, até que a consciência foi realizando seu trabalho no contato com textos e vídeos sobre os direitos animais, e decidi tornar-me vegana, ou seja, não consumir nada de origem animal, nada a partir do sofrimento animal, nada que seja produto da intervenção humana na vida animal, ou da tortura e do assassinato de animais. Tornei-me mais feliz, mais leve e mais saudável. Mas não apenas por mim, e sim para poder pedir a todas as pessoas que amo que façam o mesmo: que tenham consciência, postura ética, respeito, amor pelos animais. A maioria ainda não consegue escutar. Tenho amigos que afirmam não conseguir ver esses vídeos onde animais são barbaramente torturados até a morte. Sintomático. Estão habituados a um consumo inconsciente. Vida de gado, como diz a canção.

Nesse meio tempo, todos os mitos foram caindo e pude perceber o quanto era guiada pela propaganda que tripudia ao mostrar uma vaquinha feliz nas caixas de leite. Pudéssemos entender o tamanho do sofrimento desses animas e jamais tomaríamos um único copo de leite, sempre acompanhado de pus, porque os tubos endurecidos das máquinas que sugam o leite machucam e inflamam, por dentro e por fora, suas glândulas mamárias. Aí a indústria diz que pasteuriza o leite, mas o pus, mesmo pasteurizado, continua lá e é reconhecido pela Anvisa e pelo Ministério da Agricultura que permite, em um Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, o máximo de 2 miligramas de matéria orgânica, o pus, por litro de leite.

Vamos aos mitos:

Proteínas? Conforme informações várias, inclusive as do site Vida Natural (clínica adventista), as proteínas são nutrientes indispensáveis para a saúde do ser humano pois participam da renovação celular, reparo de tecidos, função muscular, síntese hormonal e produção de enzimas. Mas as pessoas costumam superestimar as proteínas em relação à quantidade necessária. De acordo com a OMS, a quantidade de proteína que o organismo necessita é de 0,8g por kg de peso para os adultos e 1g por kg de peso para as crianças. Por exemplo, um adulto de 70Kg necessita de 56g de proteína diariamente. A recomendação é que as proteínas forneçam 10 a 12% do valor energético total da dieta. Por exemplo, numa dieta de 2000 calorias, apenas 200 deveriam ser fornecidas pelas proteínas.

O consumo de proteína animal na dieta pode contribuir para diversos problemas de saúde, tais como osteoporose devido à perda de Cálcio corporal através da urina, que ocorre porque a proteína animal aumenta a acidez do sangue, o que predispõe o organismo a utilizar componentes ósseos para neutralizar essa carga ácida; a sobrecarga renal, que pode levar a problemas como cálculos renais e até mesmo insuficiência renal, porque durante o metabolismo das proteínas de origem animal são produzidos alguns resíduos como uréia, creatinina e ácido úrico que são tóxicos ao organismo e precisam ser excretados pela urina. Quanto mais proteína, mais esforço renal. A perda de Cálcio na urina também aumenta o risco de cálculos renais; o aumento dos riscos de doenças cardiovasculares como aterosclerose, devido à elevação dos níveis de colesterol sanguíneo; o câncer é outro problema relacionado ao consumo excessivo de proteína animal, devido à presença de altos níveis de hormônios de crescimento que estimulam a multiplicação de células cancerígenas; e a carne animal também é depressora do sistema imunológico, diminuindo um grupo de glóbulos brancos chamado “natural killers” que tem a função de destruir células estranhas, tais como o câncer.

Mas onde estão as proteínas de origem vegetal? Todos os grãos e sementes são boas fontes de proteína vegetal. As principais fontes são: Leguminosas (Feijões, Soja, Lentilha, Ervilha, Grão-de-bico, Fava, Tremoço); Castanhas (do Pará, de Caju, Amêndoas, Avelãs, Amendoim, Nozes, Pistache); Sementes (Gergelim, Linhaça, Semente de Girassol, Semente de Abóbora); Cereais (Arroz integral, Aveia, Milho, Trigo, Centeio e derivados). A simples combinação dos Cereais com Feijões ou Castanhas fornece uma proteína completa com todos os aminoácidos essenciais que são os tijolos que compõem as proteínas. Existe uma enorme variedade de deliciosas receitas ricas em proteína vegetal. As fontes de proteína vegetal não contêm proteínas em excesso, são pobres em gordura, isentas de colesterol e ricas em fibras, aumentando significativamente a longevidade e qualidade de vida.

Cálcio? Nos diz o Dr. George Guimarães, nutricionista que “Se uma associação de feirantes pudesse desenvolver uma campanha para promover os alimentos vegetais como boas fontes de cálcio, o que eles promoveriam? Os vegetais verde-escuros (brócolis, couve e quiabo) são excelentes fontes de cálcio e estão acompanhados de uma série de outros nutrientes importantes para o metabolismo do cálcio, como o potássio e a vitamina K. As frutas secas (figo, damasco, uva-passa) e as castanhas e sementes (nozes, avelãs, amêndoas, castanha-do-Pará, semente de girassol, gergelim, entre outras) são fontes bastante concentradas deste mineral e são muito fáceis de serem armazenadas, transportadas e consumidas. Já as leguminosas (soja, lentilha, ervilha, grão-de-bico, feijões), muitas delas tão presentes no cardápio do brasileiro, são também boas fontes e o melado-de-cana completa a lista oferecendo uma grande concentração de cálcio. Estas são as principais fontes de cálcio em uma dieta livre de produtos de origem animal.”

Tanto isso é verdade que o Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª região (CRN-3), que orienta e fiscaliza a profissão dos nutricionistas nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo, acaba de divulgar o seu parecer liberando as dietas vegetarianas. Nele, o CRN-3 admite e recomenda que:

1) a natureza biológica do ser humano o permite escolher o que comer;
2) é possível atingir a adequação nutricional com dietas vegetarianas desde que observados alguns cuidados;
3) as dietas vegetarianas podem ser adotadas em qualquer ciclo da vida e;
4) cabe ao nutricionista orientar o indivíduo visando a promoção da sua saúde. Orientar, e não julgar, a opção do indivíduo.

E diante de tudo isso, o mito maior também foi por terra: o de que o ser humano é carnívoro. Pura mentira. Em outubro de 2011 participava de uma entrevista no Sem Censura sobre um almoço vegano do Círio que o VEM – Vegetarianos em Movimento – estava promovendo e afirmei, na frente de dois médicos que também participavam da mesa, que o ser humano não é carnívoro, e ambos concordaram comigo. Nenhum dos dois, vegetariano.

Carnívoros são os animais que matam suas presas e as devoram com o sangue ainda quente, oxigenado, como por exemplo: o leão, o leopardo, a onça, o tigre e outros. Carniceiros são os animais que não têm capacidade ou coragem de matar suas presas, e que esperam que outros a matem para devorá-las mais tarde, com o sangue já frio, como, por exemplo, os abutres, urubus, hienas, corvos e outros. Agora ficou difícil, né?

Trecho de um belo texto do site “Guia Vegano”, nos mostra que “conforme a teoria evolutiva corrente, por volta de 6 e 7 milhões de anos atrás viveu nas florestas africanas um antepassado do homem do tamanho de um chimpanzé, denominado Orrorin tugenensis. Esse proto-homem passava a maior parte do tempo nas árvores, em busca de seu alimento (frutas e folhas), mas as vezes descia ao solo. (…) Por volta de 4 milhões de anos atrás, (…) surgia então o gênero Australopithecus, com representantes com pouco mais de 1 metro de altura, cérebro pequeno e rosto largo, cujos representantes mais conhecidos foram o A. afarensis e o A. africanus. (…) As frutas já não eram tão abundantes como na floresta, e o capim, que agora abundava nas savanas, não era digerível. Também para obter outros tipos de alimentos eles tinham grande dificuldade, visto que esses hominídeos não eram bem adaptados à caça. Eles não eram rápidos o suficiente para alcançar uma gazela na corrida, nem tinham garras, presas ou força suficiente para abatê-las. Por isso, a maior parte do tempo, esses hominídeos passava forrageando, se deslocando em busca de folhas, raízes e frutos que conseguisse digerir. (…) Por volta de 2 milhões de anos atrás, a competição por recursos nas savanas africanas havia aumentado bastante. As florestas eram ainda menos abundantes e nas savanas proliferava uma fauna de grandes herbívoros pastadores; os grandes predadores eram mais eficientes no abate de presas e mesmo as carcaças por eles abandonadas precisavam ser disputadas com hienas e abutres. O homem precisou então (…) se tornar tão bom pastador quanto os outros pastadores ou tão bom predador quanto os outros predadores. Ou seja, precisava se tornar competitivo.”

Mas isso foi há muito tempo atrás, e nosso organismo se transformou bastante, até hoje. Não somos carnívoros. Não possuímos as características fisiológicas e nem os instintos dos carnívoros que os levam a matar e devorar suas presas. Se virmos um animal ferido na beira da estrada, nossa reação imediata é a de ajudá-lo, e não a de devorá-lo ali, cru. Se colocarmos uma criança perto de um coelhinho, a criança irá brincar com ele; já um filhote de leão, provavelmente, comerá o coelhinho.

Biologistas têm afirmado que animais que possuem as mesmas características físicas compartilham da mesma dieta. Pois bem, nossas unhas não são garras, nossos dentes não são enormes e afiados para rasgar carnes. O nível de acidez no suco gástrico dos estômagos dos carnívoros é altíssimo, suficiente para matar as bactérias que poderiam matar-nos, se comêssemos a carne crua. Carnívoros têm um sistema intestinal curto, três a seis vezes o tamanho de seu corpo, o que permite a passagem da carne de forma relativamente rápida. Nós temos um longo sistema intestinal que possui, em média, de dez a doze vezes o tamanho de nossos corpos, exatamente para que tenhamos tempo de “quebrar” as fibras e absorver todos os nutrientes de nossos alimentos. Quem consome carne animal precisa saber que ela apodrece nos intestinos durante o tempo da digestão, o que joga diversas toxinas no sangue, e origina vários tipos de câncer.

Desejo, sinceramente, que todas as informações que reuni neste texto sejam suficientes para fazer com que acreditem que é melhor, mais humano, mais saudável e mais ético adotar uma dieta vegetariana estrita e uma postura vegana ampla, na defesa dos direitos animais que, tal como os escravos do nosso período colonial, eram tidos como sub-raça pela arrogância dos que se julgavam superiores, mas que correspondiam, com essa atitude, aos ditames de uma lógica de mercado que sempre buscou e busca, até hoje, o lucro a qualquer preço, mesmo que isso custe vidas de animais não-humanos e humanos que se alimentam inadequadamente e depois precisam consumir remédios pra curar as doenças produzidas. Só as indústrias lucram com isso. Nós, humanos, e nossos irmãos, os animais, perdemos.

Desejo ainda que, além de cuidar de sua própria saúde, adotando uma dieta vegetariana e de passar a adotar uma postura ética em relação aos animais, com uma conduta vegana, possam também transformar suas consciências e passar a olhar e viver no mundo com mais amor, com mais cuidado e carinho, e com mais tempo para refletir sobre a vida e brincar na vida, como as crianças que um dia fomos e que estão adormecidas em nós… as crianças que jamais permitiriam, antes do embrutecimento, a um adulto maltratar um animal, as crianças que faziam o que era certo, antes de nos ensinarem a fazer o errado.

Ghyslaine Cunha é editora do blog http://amoresmeusvidaminha.zip.net

Artigo publicado no Blog do Hiroshe Bogéa.

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