Atingidos por Belo Monte farão encontro paralelo à Rio + 20 em Altamira

[Xingu Vivo]

No mesmo período em que o Rio de Janeiro recebe, vinte anos depois, alguns dos mais poderosos players da política e da economia globais para disputar os rumos do Planeta em uma nova cúpula sobre sustentabilidade – a Rio +20 -, o Rio Xingu será palco de um novo levante contra o atentado hidrelétrico à sua vida: o Xingu +23.

Entre os dias 13 e 17 de junho, pescadores, ribeirinhos, pequenos agricultores, indígenas, movimentos sociais, acadêmicos, ativistas e demais defensores do Xingu promovem o encontro, que marca os 23 anos da primeira vitória dos povos contra o projeto de barramento do rio em 1989, após o histórico 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu.

O evento, que deve reunir cerca de 500 pessoas, acontecerá em uma das comunidades mais impactadas por Belo Monte, e visará fortalecer a luta dos atingidos contra a hidrelétrica e pelo respeito aos seus direitos sociais, econômicos, culturais e territoriais. As atividades incluirão festejos culturais, debates, seminários e protestos.

De acordo com o Movimento Xingu Vivo para Sempre, o Xingu + 23 visa, além de fortalecer os movimentos de resistência, reafirmar que, diante das fragilidades técnicas, econômicas, jurídicas e políticas do projeto, Belo Monte não é um fato consumado.

 

A sala de reuniões do navio Rainbow Warrior foi o local escolhido pelo Comitê Metropolitano Xingu Vivo para fazer o lançamento oficial, em Belém, do Encontro dos Povos da Amazônia – XINGU +23.
Durante a manhã de hoje, representantes de diversas entidades que compõem o Comitê estiveram a bordo do navio do Greenpeace, ancorado no porto de Belém desde o último dia 05/maio, para dizer que a luta contra a UHE Belo Monte continua.
E estará mais forte a partir do próximo dia 13/junho, quando se inicia, em Altamira, o Xingu +23, que faz referência ao encontro ocorrido em 1989, que ficou mundialmente conhecido por causa da imagem da índia Tuíra encostando um facão no rosto de um dos diretores da Eletronorte.
A escolha do local para o anúncio do Encontro esteve carregada de simbolismos. Em primeiro lugar como uma demonstração da necessidade em unificar as ações de todos aqueles que defendem as causas ambientais e os povos da floresta; também pelo fato de ocorrer em um navio construído para se tornar uma referência em sustentabilidade e energeticamente eficiente (duas características que estão longe da realidade da UHE Belo Monte).

Assim, o Xingu +23 foi anunciado no embalo da maresia da baía do Guajará, que compõe a bacia hidrográfica amazônida, cujas águas seguimos firmes para defender. Juntos estamos lutando contra as mudanças no Código Florestal, apoiando a campanha “Veta TUDO, Dilma”. E estaremos nos engajando na campanha pelo desmatamento zero.

Por fim, a presença do Comitê Xingu Vivo simbolizou nossa homenagem aos 20 anos do Greenpeace-Brasil. E que venham mais décadas de luta em defesa do planeta Terra.

Xingu Vivo, vivo para sempre!

Dia 13/junho, todos em Altamira!
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