De olho nas capitais | PSOL aponta Belém como uma de suas prioridades

[Redação] O PSOL está de olho nas capitais. Este foi o sinal enviado pela executiva da legenda reunida em São Paulo nos dias 18 e 19 de maio de 2012 . Segundo seus dirigentes, o PSOL já possui maturidade suficiente para encarar as disputas eleitorais deste ano e com chances reais de assegurar vitórias em várias capitais brasileiras e ampliar suas bases em cidades importantes em todas as regiões.

Deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA)

O partido apontou como prioridades nas eleições deste ano, três capitais: Rio de Janeiro (Deputado Marcelo Freixo), Belém ( Deputado Edmilson Rodrigues) e Macapá ( Vereador Clécio Luís ). “Serão prioritárias para o PSOL as disputas pelas capitais do Pará, Amapá e Rio de Janeiro, em função do acúmulo partidário e das grandes potencialidades de vitórias político-eleitorais existentes nessas cidades”, orienta a resolução da legenda aprovada em seu III Congresso nacional no ano passado.

Em Belém o crescimento nas pesquisas confirma a força do PSOL e da candidatura de Edmilson Rodrigues. O seu nome é apontado em pesquisas que o colocam como o pré-candidato com maior intenção de voto, em percentuais que variam de 38% até quase 50% na preferência do eleitorado. O capital político herdado de oito anos de Governo do Povo e a sua atuação como deputado com fortes ligações nos movimentos sociais são as suas principais referências nesta disputa.

Edmilson saiu vitorioso das duas eleições à prefeitura de Belém em que participou (1996 e 2000). A disputa deste ano, no entanto, acontecerá em outro contexto e poderá representar uma mudança radical na atual correlação de forças política do estado. Por isso, ao mesmo tempo em que este potencial tem atraído setores sociais em disputa, tem também estimulado os ataques da direita, antecipando a dura batalha eleitoral que terá pela frente. De fato, em Belém, o jogo começou. Os aparatos midiáticos e as máquinas governamentais ligadas às forças conservadoras estão escancaradas à revelia da legislação eleitoral.

Escusas manobras para tentar barrar o crescimento do PSOL

Esta semana por exemplo, as redes sociais de internet foram ocupadas por apoiadores de Edmilson para denunciar uma escusa manobra que estaria em curso na Câmara Municipal para tentar inviabilizar a sua possível candidatura à Prefeitura. Informações foram vazadas dando conta de que alguns vereadores estariam se articulando para rejeitar as contas dos exercícios em que Edmilson esteve prefeito da capital, entre os anos de 1997 e 2004, apesar do parecer técnico favorável do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) em todos os anos da gestão de Edmilson. O psolista chegou a denunciar essa ameaça em contundente pronunciamento na tribuna da Assembléia Legislativa do Pará e nas plenárias organizadas pelo seu partido para debater o processo eleitoral de 2012.

Flexibilizar as alianças

Seus dirigentes locais, evitam antecipar suas estratégias para esta disputa, mas a tônica dos debates internos é a política de alianças que este ano tende a se flexibilizar. Tradicionalmente ligados ao PSTU e PCB em disputas eleitorais, os socialistas acenam com a possibilidade de se coligarem com outras legendas em algumas cidades nas eleições municipais deste ano. Este é o caso de Belém. Esta orientação joga uma ducha de água fria nos partidos de direita que apostavam até então numa politica isolacionista do PSOL e no restrito apoio político de sua candidatura. A decisão sobre o assunto será tomada em sua Conferência Municipal Eleitoral que será realizada no próximo final de semana, dia 26.05 e que conta com a maioria dos delegados favoráveis às alianças.

As movimentações políticas contam com o aval da direção nacional do partido, que chancelou, no congresso nacional realizado em dezembro do ano passado e em sua última reunião da executiva nacional, a flexibilização das alianças. “Conforme aprovado em nosso III Congresso Nacional, nos casos de alianças eleitorais que avançarem para além dos partidos que compuseram a Frente de Esquerda (PCB e PSTU), envolvendo partidos que estejam de acordo com nosso programa, e, portanto, em contradição com suas direções nacionais (tais como PV, PCdoB, PDT, PPS, PSB, PT e outros) deverão ser analisados caso a caso, avaliando os critérios já definidos por nosso Congresso”.

Se vingar a candidatura do PSOL em Belém e em outras cidades, estas serão as primeiras experiências de governo de esquerda após a crise do PT e sua adesão ao bloco dominante.

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