Crime eleitoral em Belém: Ônibus é apreendido com material ofensivo a Edmilson.

Um ônibus que transportava grande quantidade de panfletos e CDs contendo mídia ofensiva ao candidato a prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL), da “Frente Belém nas Mãos do Povo” (PSOL-PCdoB-PSTU) foi apreendido na noite do último sábado, 6, véspera da eleição. O motorista e o proprietário do veículo de placas JWW-6095, que se identificaram como Antônio Lima e Edison Chaves, respectivamente. O ônibus e o material foram levados para a Polícia Federal, onde a delegada Patrícia Shimada registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra os dois homens. Eles são acusados pelo crime de uso de propaganda eleitoral para difamar ou imputar fato ofensivo à reputação de candidato, conforme previsto no artigo 325, do Código Eleitoral.

A frente recebeu denúncias de que o material estava sendo distribuído na noite do sábado em frente à Igreja-Mãe da Assembleia de Deus, situada na Tv 14 de Março com a Avenida Governador José Malcher. A intenção dos criminosos, certamente desesperados porque vão perder a eleição, era reverter a opinião dos eleitores evangélicos que votam em Edmilson. Inclusive, o presidente da denominação em Belém, Pastor Samuel Câmara, é um dos principais apoiadores do candidato majoritário do PSOL.

Os advogados da coligação localizaram o ônibus estacionado na Tv. Generalíssimo Deodoro, entre as Avenidas Nazaré e Governador José Malcher. Na abordagem, cerca de 30 pessoas que estavam no coletivo, distribuindo o material ilegal, fugiram. Permaneceu no local apenas o motorista. Dentro do veículo havia duas caixas cheias de CDs e uma grande quantidade de embalagens de CDs rasgadas, indicando que parte do material havia sido distribuído. O suspeito acionou o proprietário do veículo, que chegou logo em seguida. O motorista chegou a informar o endereço em que os CDs estavam sendo fabricados: numa alameda acessada pela Avenida Perimetral, há duas quadras do Hospital Bettina Ferro, no bairro da Terra Firme. “Eu estava apenas fazendo um frete, eu vivo disso. A gente não quer saber de eleição. A gente não tem nada com a política”, declarou Chaves. Ele reconheceu que não foi a primeira vez que prestou serviço para Jeferson Miranda e que, inclusive, tinha outra prestação de serviço agendada com ele para o dia da eleição.

A coordenadora da Frente, ex-deputada Araceli Lemos (PSOL), acompanhou de perto a apreensão. A Polícia Federal foi acionada, mas não compareceu ao local. A Irmã Henriqueta, coordenadora da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – regional Norte 2 (CNBB), que atua na coordenação do Disk-denúncia eleitoral, acompanhou o desenrolar do fato por telefone. Uma viatura da Polícia Militar, na qual estavam os cabos Iran e Lacerda, da 2ª Zona de Policiamento (Zpol), deram apoio à apreensão do ônibus e à condução do veículo e dos dois suspeitos até a sede da PF, onde eles prestaram depoimento durante a madrugada. Um dos advogados que acompanhou a apreensão, Maurício França, explicou que a delegada vai abrir um procedimento para investigar o caso e, ao final, o documento será enviado ao Ministério Público Eleitoral a fim de que sejam tomadas as providências legais contra os responsáveis pelo material. A legislação prevê a pena de prisão de três meses a um ano para esse tipo de crime.

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