Diploma de Jornalismo | Zenaldo, uma pedra no caminho

[Enize Vidigal]

Enize Vidigal

A luta maior dos jornalistas brasileiros, nos últimos anos, é a defesa do Diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. É uma pauta de interesse dos profissionais e de toda a sociedade, que tem o direito de acesso à informação com qualidade. Mas o que as eleições municipais de Belém têm a ver com isso? Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, o deputado federal Zenaldo Coutinho é o articulador da manobra que pretende evitar a votação do PEC que restitui a exigência do Diploma de Jornalismo. O projeto visa retirar a mordaça imposta aos jornalistas brasileiros pela precarização das condições de trabalho advindas dessa decisão nefasta do STF. Por isso, a eleição de Zenaldo, seja para prefeito, deputado ou síndico de prédio tornou-se perniciosa ao Brasil.

A dispensa do diploma foi uma deliberação retrógrada, inconsequente e ditatorial, que foi de encontro à exigência mercadológica pelo avanço das especializações nas diversas áreas de conhecimento, precarizou ainda mais as condições de trabalho dos jornalistas e ignorou completamente os anseios populares. Foi uma decisão nociva à toda a sociedade brasileira que atendeu exclusivamente aos interesses de empresários da comunicação.
Estão em disputa, em Belém, dois projetos de trabalho completamente distintos: um que sempre lutou pela democracia e pelas causas sociais, especialmente na defesa de diversas classes trabalhadoras; enquanto o outro, esteve ao lado da ditadura e se mantém na defesa dos interesses das elites, sobretudo do poder econômico.
Na trincheira de defesa do conhecimento, Edmilson Rodrigues sempre esteve ao lado dos jornalistas e em defesa do diploma. Ele é autor de projetos de lei que cobram a exigência do Diploma de Jornalismo para o exercício da atividade profissional em âmbito do poder público estadual e também que exige equipamento de proteção aos profissionais que realizam a cobertura de pautas policiais. Edmilson também participou de protestos ao lado dos jornalistas em defesa do diploma. Por tudo isso, é que sou jornalista, sou trabalhadora e voto Edmilson!
Enize Vidigal é jornalista.
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4 Respostas para “Diploma de Jornalismo | Zenaldo, uma pedra no caminho

  1. Não sou eleitor de Zenaldo e nunca votaria nele, mas sou completamente a favor da não obrigatoriedade de diploma para Jornalista.

  2. Sou a favor da dispensa do diploma, trabalho na área de comunicação há 30 anos, seja como editor, repórter, ou âncora em programas jornalísticos; apesar dos 30 anos de profissão nesta área, se analisarmos juridicamente, eu não poderia exercer tal função, correto? E poderia simplesmente perder estes meus 30 anos de profissão por um jornalista que se formou recentemente, e que basta apresentar o seu diploma de jornalista. Porém a prática profissional na atividade, este jornalista formado não tem nenhuma experiência, a não ser a dos ensaios feitos em laboratórios de rádio e TV montados nas próprias universidades, e utilizados como ilhas de teste. Aí cabe fazermos aquela pergunta básica, é justo? Pense sobre o assunto!

    • Em 30 anos, você não pensou em fazer um vestibular?

      Você está há 30 anos, e acha que vais perder o emprego para um recém-formado?

      Que pensamento egoista e infeliz!

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