Belo Monte | Pelo fim das ameaças e retirada do aparato de guerra montado contra os ocupantes

Manifestantes indígenas permanecem ocupando o canteiro de obras de Belo Monte, nesta quinta-feira (30). O grupo continua no local da construção, em Vitória do Xingu, sudoeste do Pará, mesmo após o esgotamento do prazo estipulado pela Justiça Federal de Altamira, que determinava a desocupação  até às 17h de quarta-feira (29). As lideranças indígenas continuam exigindo negociação com o governo, o fim das ameaças e a retirada do aparato de guerra montado contra os ocupantes. O clima continua tenso e os indígenas também estão preparados para queimar caminhões que servem ao Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), responsável pelas obras de construção civil da usina, caso haja violência por parte do governo.
O clima continua tenso e indígenas podem queimar caminhões caso haja violência por parte do governo

O clima continua tenso e indígenas podem queimar caminhões caso haja violência por parte do governo

Após reunião de meia hora com um representante da Secretaria Geral da Presidência da República na tarde desta quinta, 30, indígenas que ocupam Belo Monte reafirmaram a exigência de que o ministro Gilberto Carvalho compareça ao canteiro de obras. Segundo relato de Valdenir Munduruku, o Coordenador de Movimentos do Campo e Território da Secretaria Geral, Nilton Tubino, que chegou ao local por volta das cinco da tarde de hoje, apresentou a proposta de que uma pequena comissão de indígenas da ocupação fosse à Brasília reunir-se com o ministro, no dia 4 de junho. A proposta não foi aceita, e os ocupantes reforçaram o convite para que Carvalho fosse ao canteiro.

O advogado de defesa das lideranças indígenas, Adelar Cupsinski, apresentou na quarta-feira (29) um novo recurso para suspensão da decisão de desocupação do canteiro de obras de Belo Monte no Tribunal Regional Federal. A nova tentativa de interromper a determinação da Justiça Federal de Altamira se deu após o juiz federal Sérgio Wolney de Oliveira Guedes ter negado, na quarta (29), o primeiro recurso da defesa indígena. Ele manteve o prazo de saída pacífica do grupo de manifestantes, que expirou ontem, às 17h.

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