Belém está parada no trânsito

ImagePesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada esta semana, constatou que 18,6% dos trabalhadores em regiões metropolitanas do Brasil gastam mais de uma hora por dia no deslocamento de ida de casa para o trabalho. O levantamento foi realizado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, 2012), que obtém informações anuais sobre características demográficas e socioeconômicas da população. O estudo mostra também que, pela primeira vez, mais de 50% dos domicílios do país possuem automóveis ou motocicletas.

A região metropolitana de Belém, certamente não passou despercebida. O caos no trânsito local há tempos dá sinais de estrangulamento, sem ações efetivas que apontem soluções ao gravíssimo problema de mobilidade. Por exemplo, o trajeto de São Brás ao Entroncamento, pela Av. Almirante Barroso, cerca de 10 kms, transformou-se numa verdadeira via crusis, superando a estimativa nacional.

A única iniciativa governamental em curso, o BRT (Bus Rapid Transit), tem sido alvo de protestos constantes por conta do nebuloso esquema que envolve a obra. Sem projeto técnico, sem diálogo com as organizações da sociedade e instituições científicas e sem transparência administrativa, a execução do malfadado projeto já jogou no ralo valores astronômicos, o equivalente a R$ 20 milhões por quilômetro.

Para se ter a dimensão do problema, dados do Detran|PA, estima que somente em Belém, em 2020, haverá um total de 343.567 automóveis, ou seja, uma média de 25 veículos automotores para cada cem habitantes da cidade. Segundo o estudo, o crescimento de veículos (motos e automóveis) em Belém é de 44 mil novos veículos por ano e 3.670 mil ao mês.

ImagePor hora, de olho no processo sucessório de 2014, a prefeitura de Belém e as outras esferas governamentais vão apenas vendendo ilusões. No mundo real, a situação tende a piorar cada vez mais. E não haverá soluções, sem que se leve em conta, as reais necessidades dos cidadãos, com elaboração de projetos de longo prazo, pensando a mobilidade urbana para além das modalidades rodoviárias, mas também cicloviárias e fluviais. Tudo é pra ontem, e urgente!

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