Meg Barros | vereadora é acusada de intimidar e ameaçar jornalista em Belém.

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Veradora Meg Barros, do Pros, é acusada de ameaçar jornalista.

Carta da jornalista Enize Vidigal sobre as ameças sofridas por parte da vereadora e dublê de apresentadora de TV. Publicada no Blog dos jornalistas do Pará.
Segundo ex-apoiadores de sua campanha à vereança, que preferem não se identificar temendo ameaças, o comportamento agressivo e desrespeitoso  sempre foi uma constante.

AGRESSÃO, DESRESPEITO E AMEAÇA

[Enize Vidigal]

Em 18 anos exercendo a profissão de jornalista nesta cidade de Belém, não me acostumo e nem vou me acostumar com intimidações e ameaças de quem quer que seja. É de intolerável desrespeito, grosseria, prepotência e arrogância, entrevistado qualquer – não importa se tem mandato de vereadora – afirmar que vai ligar pra o meu chefe ou pra pra o meu patrão porque se desagradou de uma pergunta ou sei lá por qual outro motivo. E pior, tentar me intimidar afirmando que está gravando a nossa conversa – não que gravar não seja parte da rotina do jornalista ou que o diálogo tenha tido algo relevante que o merecesse, mas tão somente pelo fato de fazê-lo escondido para a simples finalidade de intimidar, ameaçar e chantagear se conivente, revelando o ato (de que estava gravando) ao final da conversa, tão somente neste contexto de pressão e desrespeito para surpresa de quem estava sendo gravado (eu).
Este fato ocorreu hoje (17/02/14) comigo, na Câmara Municipal de Belém,no gabinete de Meg Barros. Fui intimidada por esta vereadora, a quem sempre tratei com respeito e seriedade. E, surpreendente, esta pessoa intitula-se jornalista. Certas ironias da vida não merecem passar despercebidas. Há casos inadmissíveis em que a casa do ferreiro não pode jamais ter espetos de pau, sob o risco de incorrer em violação da moralidade.
Minha reação diante disso, foi apenas suspender a entrevista e me retirar, demonstrando toda a educação com a qual faltaram comigo. Tenho certeza que as minhas costas disseram mais do que muitas palavras – ou palavrões – poderiam dizer.
Sobre as minhas atividades profissionais e sindicais – que de repente possam ter sido motivadoras desse comportamento desrespeitoso – são todas de conhecimento público. Já entrevistei várias vezes Jatene, Zenaldo e outros, zelando pelo jornalismo ético, sério e crítico, sem ter sido maltratada por qualquer entrevistado ou colega assessor de imprensa.
Defender a ética e o respeito ao jornalista, é defender a profissão, é resistir à violência, é defender o direito ao trabalho, à dignidade e à justiça, sobretudo, é lutar pela democracia.
Sei que todos os dias, há jornalistas passando por isso. Eu não sou melhor do que ninguém e essa situação não é mais relevante do que as dos meus colegas, mas algo precisa ser dito porque estar nessa condição é humilhante. Não é o tipo de episódio que eu contaria para os meus filhos.
Como sindicalista, como jornalista, eu não poderia ignorar o que aconteceu. A princípio, uma manifestação pública do Sinjor-Pa sobre o assunto me soa como um privilégio, de repente, um tratamento desigual diante de tanta violência contra jornalista. Apesar de eu ter elementos para crer que a vereadora ligou sim para a minha chefia.
Estou em paz com a minha consciência, conto com o apoio dos meus colegas e demonstrei ser merecedora da educação que a minha mãe me deu.

Enize Vidigal.

http://jornalistasdopara.blogspot.com.br/2014/02/agressao-desrespeito-e-ameaca.html

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