Banho de sangue na capital pode ter envolvimento de grupo de extermínio

rotan“A caça começou…!!! Te liga vagabundo… A ROTAN está com sangue nos olhos”. Esse foi o enunciado publicado no perfil da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam) da Polícia Militar logo após a execução do cabo Antonio Figueiredo, integrante da corporação, em uma emboscada na noite de terça-feira (4), no bairro do Guamá, em Belém.

Poucas horas depois, uma onda de assassinatos aconteceu na capital paraense e, segundo o governo do estado, resultando em 10 mortes.

O cabo Figueiredo estava afastado de suas funções por motivos de saúde. Em 2007, foi considerado suspeito de executar uma pessoa e respondia a inquérito na Polícia Civil.

O banho de sangue repercutiu nas redes sociais relacionando o assassinato do cabo aos homicídios. É evidente, não há como negar, a sandice que tomou conta da capital e vitimou pessoas inocentes muito provavelmente contou com o envolvimento de membros da corporação militar. Inúmeras postagens em redes sociais dão a dimensão deste envolvimento, embora o estado faça questão de minimizar.

O caso é grave e coloca em evidência outra questão: a existência de grupos de extermínio com provável participação de membros da polícia. Exemplos não faltam, tal como o caso do militar R.D.P., preso desde abril de 2008, denunciado por extorsão mediante sequestro com morte, quadrilha e por posse irregular e porte ilegal de armas.

Em meados de outubro deste ano, o ex-PM Rosevan Moraes Almeida também foi condenado a 120 anos por ter executado a tiros seis jovens no distrito de Icoaraci, em 2011. Neste caso de Icoaraci, as primeiras informações davam conta de que as armas utilizadas no massacre seriam de uso privativo da Polícia Civil ou da Polícia Militar, não se podendo descartar a ação de grupos de extermínio formado por policiais ou ex-policiais.

O estado tem a obrigação de responder a estas questões, sob pena de testemunhar a outros arrepios à lei.  Neste caso em particular, há fortes indícios de que tais crimes tenham o envolvimento destes grupos de extermínio, seja pela característica de execução dos assassinatos seja pela vestimenta – capuzes – a qual aterrorizaram a população durante a madrugada.

Grupos de extermino agindo em Belém e na região metropolitana existem, sim. Não precisa ser especialista em segurança para chegar a essa obviedade e é impossível que a cúpula da segurança pública no Pará não tenha conhecimento ou não monitore esses esquemas subterrâneos. O fato é que a Segurança Pública não age efetivamente para conter os avanços dessas organizações criminosas.

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