Índios Ka’apor | Festival repudia ação ilegal de madeireiros nas terras dos índios Ka’apor

Integrantes da organização do Jazz da Amazônia Contemporânea Festival, o Jacofest 2014 que acontece desde o dia 6 de dezembro nas nas cidades de Belém e Bragança, com diversas atrações locais, nacionais e internacionais, lançaram manifesto de repúdio contra ação de madeireiros nas terras Indígenas Ka’apor,na fronteira Pará/Maranhão. Leia a nota na íntegra.

???????????????????????????????[NOTA DE REPÚDIO] A Comissão Organizadora do Jacofest repudia com veemência a ação bárbara, ilegal e hedionda de madeireiros nas terras dos índios Ka’apor, na fronteira Pará/Maranhão, pois além de invadirem área de reserva legalmente instituída, eles realizam o saque de madeiras nobres dessas terras deixando um rastro de destruição na floresta que avança ferozmente sobre o habitat dos Ka’apor, além de comprometer a biodiversidade e a sustentabilidade ambiental da reserva. Além disso, instauram o terror, a ameaça e o extermínio dos verdadeiros donos ancestrais dessas terras, que merecem todo o nosso respeito e admiração, além do urgente apoio e solidariedade para que cesse essa escalada de terror provocada pelos madeireiros. Desde sexta-feira da semana passada (28/12/14) quando um grupo de Ka’por adentravam a selva para acompanhar técnicos e antropólogos que realizariam o trabalho de campo do Projeto Demonstrativo de Povos Indígenas (PDPI), se depararam com motosserras, caminhões madeireiros, motos e outras apetrechos para a captura ilegal de madeira, que imediatamente foram inutilizados pelos índios. No sábado um grupo Ka’apor saiu para caçar, porém dois de seus membros ainda não retornaram à aldeia, são eles: Serusi e Jakwer. E numa busca realizada pelos demais “encontraram sangue as margens do ramal aberto por madeireiros”. Segundo relato do antropólogo José Mendes ainda no final de semana mais um fato preocupante ocorreu: “…itahu ka’apor recebeu notícias do Centro de Formação Saberes Ka’apor, esposa do Osmar informou que 4 pessoas alcoolizadas apareceram na aldeia atirando e procurando lideranças. voltaram na mesma hora deixando as pessoas aflitas…” Clamamos ao poder público: Policia Federal, Ministério Público Federal, Secretaria Estadual de Segurança Pública, parlamentares, Conselho Estadual de Defesa de Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Direitos Humanos para que se tomem as devidas providência para responsabilizar os culpados por essas ações com todos os rigores da lei, além do atendimento imediato e pleno aos Ka’apor para que seja restabelecida a paz na área e garantido a integridade física, territorial e culturais dos nossos irmão KA’APOR. Comissão Organizadora do Jacofest – jazz da Amazônia contemporânea festival II

Rafael Lima
Andrea Andrade
Marcelo Martins
Samira Rodrigues
Juçara Lima

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