Tribo Maró | Indígenas protestam após justiça declarar tribo inexistente

MARÓUm ato público em protesto contra a decisão da justiça federal que declarou inexistente a tribo Maró na Gleba Nova Olinda foi realizado na manhã desta terça-feira (9), em Santarém, oeste do Pará. Em sinal de repúdio e pacificamente, os manifestantes queimaram a sentença divulgada no dia 3 de dezembro.

No documento de 106 laudas, o juiz federal Airton Portela, da 2ª Vara da subseção do município, concluiu que a área que abrange a terra supostamente habitada pela tribo Borari-Arapium é formada por populações tradicionais ribeirinhas e não por índios.

A manifestação iniciou na Praça dos Três Poderes e seguiu em caminhada até a sede da justiça federal em Santarém. Com faixas, cartazes e com os corpos pintados com frases como: ‘Eu existo’, que manifestam a indignação contra a decisão, os indígenas afirmam que só querem preservar as suas terras. ‘Queremos mostrar o quanto ele feriu a constituição federal, o quanto ele pisou na constituição federal,  (…) Hoje a Gleba Nova Olinda é uma área de atuação de empresas madeireiras e está saindo muita madeira lá de dentro e, além dessa decisão, desse enfrentamento que temos com os madeireiros, também estamos enfrentando agora este juiz, por ter tomado essa decisão negativa e preconceituosa contra os povos indígenas’, defendeu o cacique Borari, Odair Borari.

O juiz sustentou na sentença que antropólogos e organizações não-governamentais induziram parte das populações tradicionais da área a pedir o reconhecimento formal de que pertenceriam a grupos indígenas. Diante desta declaração, acadêmicos e professores do curso de Antropologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) se uniram aos indígenas  em sinal de repúdio.

A equipe de reportagem tentou conversar com o juiz que concluiu a sentença, mas ele não está na cidade. O diretor da vara responsável pelo processo disse que os indígenas seriam recebidos e adiantou que o órgão respeita a manifestação, desde que seja pacífica. Os representantes indígenas têm o prazo de até 30 dias para recorrer da decisão.

Fonte: G1 Santarém

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