Jornalistas decidem parar redação do Liberal e Amazônia

[SinjorPA]

Os jornalistas dos jornais “O Liberal” e “Amazônia”, reunidos em assembleia geral, nesta quinta-feira (30), deliberaram por realizar paralisação de 24 horas, na próxima segunda-feira (03), para cobrar o cumprimento da cláusula 8ª – Horas-Extras do Acordo Coletivo de Trabalho e a negociação da Pauta de Data-base 2015 enviada à direção da empresa em abril deste ano. A assembleia geral foi conduzida pela diretora Eliete Ramos, contou com a presença da presidente do Sinjor-PA, Roberta Vilanova, e dos diretores Enize Vidigal, Tarso Sarraf e Andreia Espírito Santo; e do assessor jurídico do Sindicato, André Serrão.

A Pauta de Reivindicações de 2015 propõe cláusulas já conhecidas pela diretoria das ORM, pois referem-se aos mesmos problemas de anos atrás como a falta de condições de trabalho, precariedade dos carros das equipes de reportagem, falta de equipamentos de proteção individual, como coletes à prova de bala e a necessidade de os jornalistas obterem ganho real nos salários.

A manifestação também visa a cobrar das ORM esclarecimento sobre o banco de horas e protestar contra as diversas irregularidades cometidas pelas ORM, que motivaram denúncias ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e ações no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).  Entre as irregularidades estão o não pagamento das rescisões de oito demitidos, não pagamento das férias em tempo hábil, não repasse de mensalidades sindicais e do imposto sindical descontados dos trabalhadores etc.

Sindicato e trabalhadores reivindicam transparência no banco de horas e querem saber de que forma o setor de Recursos Humanos fez a contabilização para concluir que a maioria dos profissionais não tem horas extras, não tem direito à compensação e que ainda deve dezenas de horas de trabalho para a empresa, conforme foi informado, esta semana, pelo RH.

Além disso, os jornalistas foram surpreendidos com a mudança na organização das escalas de trabalho, que, até então, eram feitas em conjunto com os trabalhadores, assegurando a compensação de dez horas extras mensais, quando muito mais horas extras são realizadas no mesmo período.

Segundo a presidente do Sinjor-PA, Roberta Vilanova, até o momento a Direção das ORM não deu resposta ao ofício 40/2015, de 20.04.2015, enviado por ocasião das primeiras demissões no Amazônia e que solicitava reunião para tratar de assuntos de interesse dos jornalistas das ORM e saber quais são os projetos da Organização para o futuro dos jornais “O Liberal” e “Amazônia” e demais empresas jornalísticas. “Afinal, os trabalhadores são parte importante do processo de trabalho e têm direito de saber o que os espera pela frente”.

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